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segunda-feira, 15 de março de 2010

Coraline e o Mundo Secreto

(Coraline, de Henry Selick)

"Coraline" é mágico. Acho que essa é a palavra mais próxima daquilo que se sente quando se vê o filme, embora ela não corresponda nem a um décimo da real sensação. É lindo, tudo no filme é lindo. Coraline é linda, os cenários são inacreditáveis, magníficos, são... são... PRECISAM ser vistos. É como se desde a primeira cena seus olhos ficassem presos à tela, como quando a gente é criancinha e fica todo encantado com um filme. "Coraline" é assim: faz você se sentir meio criancinha.
Baseado na obra de Neil Gaiman - o cara louco das histórias em quadrinhos - e do mesmo diretor de "O Estranho Mundo de Jack", "Coraline" é meio que uma história de terror para crianças. É exatamente o tipo de filme que eu teria medo de assistir nos meus sete anos. Admito, eu gostaria muito de ter ido ver no cinema. E, agora que eu descobri a tecnologia em Blue-Ray, quero ainda mais ver de novo.
O filme ele é perfeito em todos os aspectos. A história é totalmente criativa e inovadora (apesar de alguns elementos serem identificados em outros filmes do gênero de fantasia). Muita coisa me lembrou, também, Tim Burton (né), embora os personagens de "Coraline" sejam bem mais... er... bem menos cadavéricos (com exceções).

Então, a história: Coraline é uma garota de cabelo azul (dublada pela Dakota Fanning ♥) que se muda com os pais para uma casa grande e velha. Lá, ela descobre uma passagem secreta para um outro mundo. E aí começam algumas comparações com "O Labirinto do Fauno", "A Viagem de Chihiro", etc. Mas não tem nada a ver e nem adianta querer comparar pq é diferente e deu u.u'
Além da história e dos personagens serem ÓTIMOS, além do filme ter momentos muito engraçados - equilibrados com outros mais sombrios e até, de certo modo, tristonhos - e completando a produção, temos que a trilha sonora é fantástica e, nunca é demais ressaltar, todo o universo, todos os cenários criados para o filme são simplesmente inacreditáveis. Acho que é a coisa mais linda que eu vi no cinema - arrisco dizer, tão lindo quanto o universo de Avatar (meuxodó) [o que só me deixa ainda mais deprimida por não ter visto "Coraline" no cinema]. A diferença, no filme, entre o universo real e o outro universo é genial - ok, ela é meio óbvia, mas mesmo assim, é genial. O outro jardim, então, não tem palavras pra descrever como é lindo. E aí, quando você pára no meio do filme, e no meio de todo o deslumbramento, pra pensar um pouquinho e se dá conta de que é uma animação em stop motion - ou seja, tudo, TUDO foi feito de massinha de modelar (ou algum material parecido) e fotografado. Dá vontade de chorar,ok. Cada movimento de cada bonequinho, cada galho de árvore foi desenhado e projetado, cada detalhe - e "Coraline" tem MUITOS DETALHES MESMOS -, o movimento da sobrancelha da garota, tudo feito com os bonequinhos e fotografado. Desabafo, aqui, o desespero e a tristeza e o desespero que tomaram conta do meu ser quando eu parei pra pensar sobre isso. Pronto.

Voltando ao filme: vejam. Vejam,vejam,vejam! Várias vezes. Dêem pros seus irmãos menores vêem - e tirem eles da frente daquelas porcarias que passam na TV. "Coraline" é uma animação - dã - mas é TÃO MAIS do que isso. É arte. É magia. Desculpem a falta de um vocabulário mais variado pra convencê-los de que o filme é realmente bom, mas é que ele é.
O único pecado - e aqui eu vou falar uma coisa que eu quase nunca falo - é que "Coraline" é curto demais. Eu queria pelo menos uma hora a mais daquele universo estonteante na minha frente. As cenas de ação, por assim dizer, acabaram sendo muito rápidas, não deu pra desenvolver elas como eu acho que deveriam ter sido desenvolvidas. Isso não chega a atrapalhar todo o resto da perfeição, mas parece que pula e aumenta muito o ritmo do filme, não dando tempo pros espectadores mais lentos (eu) apreciarem por completo esse final.

Aí, por fim, dando uma de conservadora (e vocês bem sabem o quanto eu amo computadores e tecnologias e 3Ds e mundos irreais), "Coraline" é cheio de uma arte, de um capricho, de um jeitomágicodeser e eu duvido que pudesse ser feito no computador. Tem alguma coisa de humano no filme, seilá, talvez seja a paixão de toda aquela gente que passou dois anos mexendo bonequinhos e tirando fotos. Acho que é isso. "Coraline" é mágico, cheio de paixão e completamente apaixonante.

sábado, 13 de março de 2010

Toy Story 2

(Toy Story 2, de John Lasseter)

Fui ver no cinema em 3D. Assim, uma das melhores experiências cinematográficas. Não tanto pelo 3D, que é bem imperceptível, confesso. Mas porque... poxa. Toy Story é o filme da minha infância. E assisti-lo assim, 10 anos depois, foi simplesmente INCRÍVEL. Não é à toa que a Pixar tem todo esse respeito. O desenho é tão... genial.
Eu confirmei aquilo que já sabia de "Toy Story" (não por ter assistido com 7 anos de idade, mas enfim, por saber): é uma ótima animação. Tem os bonecos (dã) e todo aquele lance dos brinquedos que ganham vida quando não tem nenhum ser humano por perto. E o lance da animação computadorizada continua sendo tão... novo (mesmo depois de todas as animações fuckerizadas e "Avatar"). Ah, sei lá, nostalgia mór.
E eu percebi algo novo: gentem, Toy Story é MUITO ENGRAÇADO. Ok, que eu sou meio retardada e que tinha só eu e um tiozinho de 50 anos dando gargalhadas no cinema, mas eu realmente achei engraçado. O que é o boneco do Imperador Zurg a là Darth Vader? E o dinossauro Rex? Ri mols (q-). Ah, e tem as ceninhas que passam durante os créditos - com os erros de gravação dos bonecos, as cenas "cortadas". Simplesmente genial e perfeito, uma oportunidade imperdível.





Saí do cinema muito alegre - adoro ir ver filme e me divertir - e com uma sensação terrível de pena por não ter ido assistir "Toy Story" no cinema, em cartaz durante a semana anterior. Agora, além disso, tô sentindo também um pouquinho de medo pelo que pode ser o terceiro da série, que vai ser lançado num futuro próximo.
Pixar, por favor, não nos decepcione.