domingo, 28 de março de 2010

O Sequestro do Metrô 123

(The Taking of Pelham 123, de Tony Scott)


Então, minha gente. Todo mundo sabe que eu tenho um gosto chinelão pra filmes. Contudo, eu tento sempre fazer jus àqueles que tem bom gosto e apreciam as verdadeiras obras de arte. Agora, sei lá, "O Sequestro do Metrô 123" é ruim demais,porra. Sabe quando o filme termina e tu fica TRISTE por ter assistido algo tão ruinzinho? :/ poizé. fiquei triste, meo. aliás, estou deprimida até agora. xD
O filme foi dirigido por Tony Scott (que fez "Chamas da Vingança", "Domino" e "Déjà Vu") e ele é, tipo assim, o cara que faz os filmes que eu E minha mãe gostamos. Acreditem, é difícil achar um filme que tanto eu (a garota das comédias românticas bobinhas e alternativas) quanto mamis (que só assiste filmes policiais, de suspense ou com o George Clooney) gostemos. "Déjà Vu" foi um dos melhores thrillers (???) que eu vi nos últimos tempos, e eu tinha ficado superduper empolgada com o filme do Metrô e aí... pééén. RUIM,RUIM,RUIM. Deveria ter uma sirene grudada na capa do DVD que berrasse isso quando alguém tocasse nele.
As cenas do início ficaram bonitas (oi?), tipo: o casal adolescente ouvindo música total alienados enquanto o metrô passa rapidão por trás deles; a mistura de câmera lenta com o movimento dos trens e talz. Pôw, eu curti. E só também.
A história é sobre um cara (John Travolta) e outros caras que sequestram um metrô -duh. Aí, o Denzel Washington é, por acaso do destino, o cara que está controlando aquela plataforma e consequentemente fica em contato com o assassino por um radiozinho. Aí tem toda a história previsível, os diálogos chatos, o Denzel interpretando o mesmo personagem que ele sempre interpreta - o malandrão que salva NY -, o John Travolta mais gordo/feio/chato do que nunca, um suspense mastigado e vomitado na tela de quem assiste pra garantir que todos entendam tudo direitinho e não restem dúvidas no final, e - TÃN,TÃN - um final completamente ridículo e, porra, nada a ver sabe.
No fimdascontas, acontece o seguinte: a vida é curta e efêmera. Devemos aproveitar cada precioso minuto dela. Tipoque, não vale a pena gastar 2 horas da nossa vida preciosa, cara e finita assistindo a coisas porcarias como "O Sequestro do Metrô...". Tomem café. Leiam um livro.
By the way, tô pensando agora se o tempo que eu gastei falando mal desse filme também foi um desperdício ou se foi uma boa ação que vai fazer com que milhares de pessoas economizem 110 minutos de suas vidas e sejam felizes pra sempre. Nhé.

terça-feira, 23 de março de 2010

Educação

(An Education, de Lone Scherfig)

Tem filme que eu já sei que eu vou gostar, mesmo antes de tê-los visto. "Educação" já era um deles. Eaí, quando eu vou com essa certeza - que é diferente de expectativa - tipoassim, o troço tem que ser muito ruim pra avacalhar com tudo. "Educação" tem tudo aquilo que eu mais gosto nos filmes: romance, atrizes bonitas, diálogos inteligentes, momentos engraçados, romance; Carey Mulligan é Jenny (voilà, meu nome preferido pra escrever romancezinhos), uma das melhores alunas da sua classe, em plenos anos 60. O plano é que ela vá para Oxford. Mas aí ela conhece David, um cara mais velho, simpático e amante da diversão. Paremos por aqui.
Minha primeira surpresa: eu podia JURAR que David era o professor ._.' nolosé, andei confundindo sinopses,só pode.
Então, minha segunda surpresa: percebo, no meio do filme, que me falaram o Sr.Spoiler, dias antes. (Não lembro quem, mas assim que eu descobrir MATO.)
Eaí eu já fiquei meio putatriste, porque, poxa, eu tava muito pilhada pra ver esse filme e de repente, aos 15 minutos, eu percebo que, de algum modo, já sei o final. fiqueidecara. Agora, deixando de lado as reclamações Lucy, "Educação" é um ÓTIMO filme. Pra quem gosta de bons romances, acho que esse ficou na medida perfeita. Não é meloso demais, não é triste demais, não é cutie demais. Perfeito - tudo na medida certa.



Eaí, eu notei alguma coisa diferente na história. Os personagens. Eles são ótimos. Mais do que isso: eles realmente existem no filme. Diferente do que às vezes acontece, em que se tem uma ótima história e vários personagens flutuando dentro dela, em "Educação" se tem bons personagens tecendo a história plano a plano, cena a cena. Ok, a Jenny e o Dennis são o casal chave. Mas a família de Jenny, os amigos de Denis, as amigas, o garoto, a professora, a diretora do colégio... todos eles constituem o filme tão plenamente, as atitudes, os gestos transformam meros coadjuvantes em peças indispensáveis pra história.
E então, se à primeira vista eu me apaixonei por "Educação" por causa da história de amor bonitinha do casal protagonista, ao fim do filme, a vida da professora e do outro casal já tinham me conquistado. "Educação" fala de um jeito muito sublime sobre a fragilidade (de tudo): das relações pessoais, dos sonhos, da família, do amor, da juventude. [bytheway, assunto bem conveniente pra esse momento].
Ah, e as músicas são lindas. A imagem do filme é linda. E, vamlá, alguns momentos são TÃO LINDOS. Confesso que se eu tivesse um TOP 10 de Melhores Primeiros Encontros o de "An Education" já estaria na minha lista. A Jenny linda, no meio da tempestade, carregando o celo e caminhando ao lado do homem-estranho-no-carro-bonito. muitomágico.

"Educação" concorreu ao Oscar 2010 por: Melhor Atriz (Carey Mulligan), Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Filme, mánonganhonada.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Coraline e o Mundo Secreto

(Coraline, de Henry Selick)

"Coraline" é mágico. Acho que essa é a palavra mais próxima daquilo que se sente quando se vê o filme, embora ela não corresponda nem a um décimo da real sensação. É lindo, tudo no filme é lindo. Coraline é linda, os cenários são inacreditáveis, magníficos, são... são... PRECISAM ser vistos. É como se desde a primeira cena seus olhos ficassem presos à tela, como quando a gente é criancinha e fica todo encantado com um filme. "Coraline" é assim: faz você se sentir meio criancinha.
Baseado na obra de Neil Gaiman - o cara louco das histórias em quadrinhos - e do mesmo diretor de "O Estranho Mundo de Jack", "Coraline" é meio que uma história de terror para crianças. É exatamente o tipo de filme que eu teria medo de assistir nos meus sete anos. Admito, eu gostaria muito de ter ido ver no cinema. E, agora que eu descobri a tecnologia em Blue-Ray, quero ainda mais ver de novo.
O filme ele é perfeito em todos os aspectos. A história é totalmente criativa e inovadora (apesar de alguns elementos serem identificados em outros filmes do gênero de fantasia). Muita coisa me lembrou, também, Tim Burton (né), embora os personagens de "Coraline" sejam bem mais... er... bem menos cadavéricos (com exceções).

Então, a história: Coraline é uma garota de cabelo azul (dublada pela Dakota Fanning ♥) que se muda com os pais para uma casa grande e velha. Lá, ela descobre uma passagem secreta para um outro mundo. E aí começam algumas comparações com "O Labirinto do Fauno", "A Viagem de Chihiro", etc. Mas não tem nada a ver e nem adianta querer comparar pq é diferente e deu u.u'
Além da história e dos personagens serem ÓTIMOS, além do filme ter momentos muito engraçados - equilibrados com outros mais sombrios e até, de certo modo, tristonhos - e completando a produção, temos que a trilha sonora é fantástica e, nunca é demais ressaltar, todo o universo, todos os cenários criados para o filme são simplesmente inacreditáveis. Acho que é a coisa mais linda que eu vi no cinema - arrisco dizer, tão lindo quanto o universo de Avatar (meuxodó) [o que só me deixa ainda mais deprimida por não ter visto "Coraline" no cinema]. A diferença, no filme, entre o universo real e o outro universo é genial - ok, ela é meio óbvia, mas mesmo assim, é genial. O outro jardim, então, não tem palavras pra descrever como é lindo. E aí, quando você pára no meio do filme, e no meio de todo o deslumbramento, pra pensar um pouquinho e se dá conta de que é uma animação em stop motion - ou seja, tudo, TUDO foi feito de massinha de modelar (ou algum material parecido) e fotografado. Dá vontade de chorar,ok. Cada movimento de cada bonequinho, cada galho de árvore foi desenhado e projetado, cada detalhe - e "Coraline" tem MUITOS DETALHES MESMOS -, o movimento da sobrancelha da garota, tudo feito com os bonequinhos e fotografado. Desabafo, aqui, o desespero e a tristeza e o desespero que tomaram conta do meu ser quando eu parei pra pensar sobre isso. Pronto.

Voltando ao filme: vejam. Vejam,vejam,vejam! Várias vezes. Dêem pros seus irmãos menores vêem - e tirem eles da frente daquelas porcarias que passam na TV. "Coraline" é uma animação - dã - mas é TÃO MAIS do que isso. É arte. É magia. Desculpem a falta de um vocabulário mais variado pra convencê-los de que o filme é realmente bom, mas é que ele é.
O único pecado - e aqui eu vou falar uma coisa que eu quase nunca falo - é que "Coraline" é curto demais. Eu queria pelo menos uma hora a mais daquele universo estonteante na minha frente. As cenas de ação, por assim dizer, acabaram sendo muito rápidas, não deu pra desenvolver elas como eu acho que deveriam ter sido desenvolvidas. Isso não chega a atrapalhar todo o resto da perfeição, mas parece que pula e aumenta muito o ritmo do filme, não dando tempo pros espectadores mais lentos (eu) apreciarem por completo esse final.

Aí, por fim, dando uma de conservadora (e vocês bem sabem o quanto eu amo computadores e tecnologias e 3Ds e mundos irreais), "Coraline" é cheio de uma arte, de um capricho, de um jeitomágicodeser e eu duvido que pudesse ser feito no computador. Tem alguma coisa de humano no filme, seilá, talvez seja a paixão de toda aquela gente que passou dois anos mexendo bonequinhos e tirando fotos. Acho que é isso. "Coraline" é mágico, cheio de paixão e completamente apaixonante.

sábado, 13 de março de 2010

Toy Story 2

(Toy Story 2, de John Lasseter)

Fui ver no cinema em 3D. Assim, uma das melhores experiências cinematográficas. Não tanto pelo 3D, que é bem imperceptível, confesso. Mas porque... poxa. Toy Story é o filme da minha infância. E assisti-lo assim, 10 anos depois, foi simplesmente INCRÍVEL. Não é à toa que a Pixar tem todo esse respeito. O desenho é tão... genial.
Eu confirmei aquilo que já sabia de "Toy Story" (não por ter assistido com 7 anos de idade, mas enfim, por saber): é uma ótima animação. Tem os bonecos (dã) e todo aquele lance dos brinquedos que ganham vida quando não tem nenhum ser humano por perto. E o lance da animação computadorizada continua sendo tão... novo (mesmo depois de todas as animações fuckerizadas e "Avatar"). Ah, sei lá, nostalgia mór.
E eu percebi algo novo: gentem, Toy Story é MUITO ENGRAÇADO. Ok, que eu sou meio retardada e que tinha só eu e um tiozinho de 50 anos dando gargalhadas no cinema, mas eu realmente achei engraçado. O que é o boneco do Imperador Zurg a là Darth Vader? E o dinossauro Rex? Ri mols (q-). Ah, e tem as ceninhas que passam durante os créditos - com os erros de gravação dos bonecos, as cenas "cortadas". Simplesmente genial e perfeito, uma oportunidade imperdível.





Saí do cinema muito alegre - adoro ir ver filme e me divertir - e com uma sensação terrível de pena por não ter ido assistir "Toy Story" no cinema, em cartaz durante a semana anterior. Agora, além disso, tô sentindo também um pouquinho de medo pelo que pode ser o terceiro da série, que vai ser lançado num futuro próximo.
Pixar, por favor, não nos decepcione.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Entre Irmãos

(Brothers, de Jim Sheridan)

Ir ao cinema e assistir a um filme ruim é muito, muito chato e eu odeio. Agora, pior do que isso, é ir ao cinema, assistir a um filme que tinha todo um esquema pra ser bom e consegue ferrar com tudo. Isso é "Entre Irmãos".
A história não é a coisa mais original do mundo, vamlá, acho que até na novela da Globo tem esse tipo de coisa: Sam (Tobey Maguire) é casado com Grace (a linda Natalie Portman). Aí o Sam vai pra guerra, "morre" e o irmão pródigo-que-todo-mundo-odeia Tommy (Jake Gyllenhaal, maislindodoquenunca♥) aproxima-se da cunhada viúva e das duas sobrinhas preenchendo o espaço deixado pelo irmão supostamente morto.

Eu achei todos eles ótimos. As garotinhas que fazem as filhas do casal estão perfeitas, a Natalie Portman interpreta uma mulher "normal" (ou seja, dessa vez, sem perucas cor de rosa ou assassinos mascarados para caracterizá-la) e mesmo assim não deixa margens para dúvidas ou besteirinhas quanto à sua capacidade, e Tobey Maguire faz cenas ótimas, dando realismo, tensão, ódio e todas as coisas necessárias à trajetória do Capitão Sam, passando pela transformação no melhor estilo Dr. Jekyll and Mr. Hyde contemporâneo.
Ok, é mais um filme "de guerra". Ok, é com o Homem-Aranha. Ok, é sobre o triângulo amoroso mais clichê ever (e, vamlá, meio cômico inclusive, levando em consideração que os dois atores namoraram a loirinha preferida Kirsten Dunst), mas, poxa, eu ADOOORO filmes assim: dramas clichês, com cenas legais e tensas, com uma história de amor com personagens bonitos, e blablabla.
- você comeu a minha mulher? - dessa vez não.

E o filme ele vem muito bem até o começo do final  - muito bem meeesmo. Aí, de repente, todo o conflito anunciado pelo pôster e pelo trailer do tipo "tu comeu minha esposa, seu FDP????" é substituído (!) pelo problema psiquiátrico (q-) do Capitão Sam: o efeito da guerra na vida dos soldados. Sério, sou só eu? Porque EU NÃO AGUENTO MAIS ver filmes assim. Porra. Eu vô tri feliz pro cinema achando que vou ver o Jake-lindinho dando uns pega na Natalie Portman e eu tenho que ver o feio do Homem-Aranha pirando porque foi pro Afeganistão matar árabes????? WTF!!!! Esses americanos fdp deveriam tirar aquele bando de gente metida do Oriente Médio, nem que seja pra que se voltem a fazer roteiros sobre outros assuntos.
Resumindo: o "triângulo amoroso" não se concretiza, deixando aquela sensação de 'hm, tá faltando alguma coisa nesse filme'; e, óbvio, o final é uma droga. Se ainda poderia existir a possibilidade de salvar o que restou da história pós-retorno-do-Afeganistão *SPOILEEEEEEEER* essa possibilidade deixa de existir quando o Capitão Sam abaixa a arma e é preso e levado pra um hospício (?) e a Natalie Portman passa o resto da vida indo visitá-lo lá. Ah, e o Tommy (o irmão bonito)... tipo, desaparece.
Aí podem me dizer que foi um final criativo, fugiu do lugar comum, exemplo do amor verdadeiro que a mocinha sentia pelo marido... não quero nem saber. Às favas tudo isso. Deveria ter ficado em casa vendo Globonews.
Jake Gyllenhaal brincando com as criancinhas *-* e não me aparece um marido assim,voteconta

Só me resta, agora, aguardar ansiosamente por "Educação", rezando, claro, pra que ele não me decepcione =(