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terça-feira, 23 de março de 2010

Educação

(An Education, de Lone Scherfig)

Tem filme que eu já sei que eu vou gostar, mesmo antes de tê-los visto. "Educação" já era um deles. Eaí, quando eu vou com essa certeza - que é diferente de expectativa - tipoassim, o troço tem que ser muito ruim pra avacalhar com tudo. "Educação" tem tudo aquilo que eu mais gosto nos filmes: romance, atrizes bonitas, diálogos inteligentes, momentos engraçados, romance; Carey Mulligan é Jenny (voilà, meu nome preferido pra escrever romancezinhos), uma das melhores alunas da sua classe, em plenos anos 60. O plano é que ela vá para Oxford. Mas aí ela conhece David, um cara mais velho, simpático e amante da diversão. Paremos por aqui.
Minha primeira surpresa: eu podia JURAR que David era o professor ._.' nolosé, andei confundindo sinopses,só pode.
Então, minha segunda surpresa: percebo, no meio do filme, que me falaram o Sr.Spoiler, dias antes. (Não lembro quem, mas assim que eu descobrir MATO.)
Eaí eu já fiquei meio putatriste, porque, poxa, eu tava muito pilhada pra ver esse filme e de repente, aos 15 minutos, eu percebo que, de algum modo, já sei o final. fiqueidecara. Agora, deixando de lado as reclamações Lucy, "Educação" é um ÓTIMO filme. Pra quem gosta de bons romances, acho que esse ficou na medida perfeita. Não é meloso demais, não é triste demais, não é cutie demais. Perfeito - tudo na medida certa.



Eaí, eu notei alguma coisa diferente na história. Os personagens. Eles são ótimos. Mais do que isso: eles realmente existem no filme. Diferente do que às vezes acontece, em que se tem uma ótima história e vários personagens flutuando dentro dela, em "Educação" se tem bons personagens tecendo a história plano a plano, cena a cena. Ok, a Jenny e o Dennis são o casal chave. Mas a família de Jenny, os amigos de Denis, as amigas, o garoto, a professora, a diretora do colégio... todos eles constituem o filme tão plenamente, as atitudes, os gestos transformam meros coadjuvantes em peças indispensáveis pra história.
E então, se à primeira vista eu me apaixonei por "Educação" por causa da história de amor bonitinha do casal protagonista, ao fim do filme, a vida da professora e do outro casal já tinham me conquistado. "Educação" fala de um jeito muito sublime sobre a fragilidade (de tudo): das relações pessoais, dos sonhos, da família, do amor, da juventude. [bytheway, assunto bem conveniente pra esse momento].
Ah, e as músicas são lindas. A imagem do filme é linda. E, vamlá, alguns momentos são TÃO LINDOS. Confesso que se eu tivesse um TOP 10 de Melhores Primeiros Encontros o de "An Education" já estaria na minha lista. A Jenny linda, no meio da tempestade, carregando o celo e caminhando ao lado do homem-estranho-no-carro-bonito. muitomágico.

"Educação" concorreu ao Oscar 2010 por: Melhor Atriz (Carey Mulligan), Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Filme, mánonganhonada.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Preciosa - Uma História de Esperança

(Precious: Based on the Novel Push by Sapphire, de Lee Daniels)

Sobre "Preciosa" eu vou falar duas coisas.
Foi indicado ao Oscar de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Atriz (Gabourey Sidibe), Melhor Atriz Coadjuvante (Mo'Nique), Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Edição. O elenco do filme é bem feminino e todo ele está MA-RA-VI-LHO-SO. Todos. Desde as indicadas ao Oscar aí em cima (que, confesso, eu ficaria bem alegrezinha se ganhassem) até as coadjuvantes colegas da protagonista, passando por uma professora linda e simpatissíssima, e pela assistente social interpretada por uma Mariah Carey que não parece a Mariah Carey. Impecável. A história, caso alguém ainda não saiba, é um tanto quanto pesada. Assim, sabe quando você tá pegando o leite na geladeira e ele cai da sua mão e suja toda a cozinha de leite? Aí você amaldiçoa meio mundo, porque você tem prova no dia seguinte e precisa estudar para a prova e agora vai ter que limpar o leite que derramou. Então, depois de assistir "Preciosa" você vai pensar sete vezes antes de reclamar de qualquer coisa. A impressão inicial é que Claireece (a Precious) é uma adolescente com quem tudo deu errado. Tudo, sem exceção. A vida dela é horrível, todas as desgraças que poderiam cair em cima de alguém, caíram nela [não é exatamente assim, mas essa é a impressão que fica]. O filme é triste - dã - mas eu não me debulhei em lágrimas como algumas pessoas falaram que iria acontecer. Ele só é meio difícil de digerir.
O que eu vou falar agora não é nenhuma novidade, mas né. "Preciosa" faz olharmos pra nossa vida de um outro ângulo. Eu saí da sala de cinema verdadeiramente transformada pelo filme. Não faz sentido resmungar do elevador que não chega nunca depois do filme. E se fizer é por que você é uma ameba em forma de gente, ok. Deixando de lado a parte mágica do filme de mudar a vida do espectador - e, na minha opinião, a mais importante - e falando brevemente sobre a produção. O filme é ótimo. A história não cansa em momento algum, mantendo a gente preso nela até mesmo quando não queremos. Como eu já disse, mas acho válido repetir, as atrizes estão perfeitas; o Lenny Krevitz sem peruca (q-?) e perdido ali no meio também ficou sensacional; as cenas em que vemos os "sonhos" de Precious ficaram LINDAS - e o modo como esse artifício foi usado, primordial. Ah, e eu amei o cachecol vermelho. A respeito do final - bizarramente - ainda não tenho uma opinião formada. Eu já sei que não achei ele ruim. O fato é que o final do filme não deve ser visto como o fim. Fazendo um trocadilho mais do que besta com o título traduzido, é uma história de esperança. E acho que esse é o final. Gostei.

obs: falei mais que duas coisas ._.' enfim, era pra ser 1) as atrizes; 2) life's changing movie

O Segredo dos Seus Olhos

(El Secreto de Sus Ojos, de Juan José Campanella)


Depois de alguns dias (que mais pareceram uma eternidade), fui ao cinema. Assisti "O Mensageiro" e, logo depois, com o filme ainda meio entalado, fui ver "O Segredo dos Seus Olhos", que concorre ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Sobre isso, 5 coisas.

1) Vi o trailer do meu mais-novo-filme-preferido. Do mesmo roteirista de "Alta Fidelidade" e "O Grande Garoto", vai estreiar (sim,sim,sim*-*) "Educação". Eu já sabia que estava concorrendo ao Oscar, eu daria um dedão pra ver. É tipo, Laís nos anos 60 [perfeito!] (ninguém vai entender isso, anyway). E como eu sou uma pseudo-cinéfila-relapsa, não sabia se já tinha sido lançado no cinema, quando iria sair em DVD, etc. Agora, thankgod, semana que vem estarei vendo a lindinha Carey Mulligan, toda rebelde e apaixonada. Então, mesmo se "O Segredo dos Seus Olhos" fosse uma porcaria, eu já estava feliz com meus cinco reais gastos. [BTW, não é uma porcaria].

2) Sim, o filme em questão. "O Segredo dos Seus Olhos" me surpreendeu - mais de uma vez. Eu sabia que era um filme em espanhol sobre um cara aposentado que escreve um livro [Lucy relapsa II]. E aí tem ele velho  e ele jovem e, OMG, um crime! E um mistério. E uma história de amor. E um personagem no maior estilo Woody Allen (oi?). E é bom,bom,bom³.

3) Eu ri. Várias vezes e muito. O filme é engraçado. Não engraçado ridículo, engraçado tipo capaz de fazer a Lucy dar gargalhadas - podem crer, isso é bem mais difícil do que fazer eu me afogar em lágrimas. Algumas cenas descontraem total e, sem forçar, temos personagens engraçadíssimos combinados com diálogos hilários.

4) A cena do estádio. Foda.

5) Amei a "história dentro da história". Ficou lindo e ficou na medida certa. As cenas do início; o trem, a janela, o toque à la Almodovar; o sorriso, o chá com mel e limão, o sol; Todas elas lindas.

A história é intrigante, mas sem aquele monte de correria e ritmos loucos instrumentais com os quais estamos acostumados nos filmes americanos. "O Segredo dos Seus Olhos" se sobressai e, creio eu, vai ser lembrado. Pelos personagens que vão sendo revelados aos poucos durante o filme, pelo jeito cômico do assistente atender o telefone e, principalmente, pelo final e todas as discussões filosóficas que ele pode gerar. Impossível terminar esse filme de outro jeito. Genial.
Ah, e é estranho notar como ele caminha de um extremo ao outro [o filme, não o final]. Vai da comédia ultra risível até o drama que dói no estômago sem se estragar e sem dispersar quem assiste.
Um dos mais ótimos que eu assisti ultimamente.

quinta-feira, 4 de março de 2010

O Mensageiro

(The Messenger, de Oren Moverman)


Indicado ao Oscar nas categorias de Roteiro Original e Ator Coadjuvante (Woody Harelson), "O Mensageiro" é mais um filme de guerra. Não que ele seja só isso, nem que se passe durante algum combate, mas, mesmo implícita, ela está ali. É a 3ª personagem da trama ao lado do Sgt. Montgomery e do Capitão Tony Stone.
La trama: O Sgt. Montgomery, após se machucar na guerra, recebe o trabalho de comunicar os familiares dos soldados mortos. O filme retrata, basicamente isso, do início ao fim.
É um bom drama, sem ser (muito) exagerado. Tem todos aqueles personagens problemáticos, seus conflitos e traumas. Só que, dessa vez, eles são soldados. E aí, em cima de todo aquele mundo de crises psicológicas, tem uma capa de seriedade e retidão, como espera-se de um militar. Eis aqui nosso protagonista: quieto, sério, contigo. Acompanhamos ele durante duas horas nessa sua nova "missão" e, por conta disso, somos levados para dentro das casas, das famílias norte-americanas, presenciamos seu desmoronamento e, de canto, temos o sofrimento de cada pessoa esfregado na nossa cara ao receber a notícia de que seu filho, seu marido, está morto.

Duas coisas que me chamaram a atenção no trabalho do Mensageiro. Uma delas, mais a ver com a história em si, é sobre o modo que a notificação é dada. A sobreposição de vozes, choros e gritos. Os militares ali exercendo aquela função tão necessariamente humana e agindo quase como robôs. Simplesmente iniciam o discurso de praxe, sem o menor contato com o interlocutor. Eles parecem máquinas, vomitando palavras vazias enquanto os familiares caem aos prantos. Nem mesmo quando alguém parte para a violência parece haver qualquer tipo de reação. Tudo muito automático. E aí, lembrei de um outro filme (ok, reconhecimento: quem deu a dica foram os irmãos do Pipocas) no qual, guardadas todas as diferenças, também fala sobre alguém que precisa aprender um trabalho no qual tem de dar notícias ruins para as pessoas e a necessidade, maior do que nunca, de ser humano em momentos assim. Um computador jamais poderia anunciar para uma mãe que seu filho não vai voltar para casa, uma máquina não pode te abraçar e dizer que "tudo vai dar certo" e, nesses aspectos, os soldados do filme são quase dois hardwares.
O outro aspecto das "mensagens", aí mais técnico, é como a filmagem aparenta, em alguns momentos, o estilo "documentário", literalmente invadindo porta a dentro as salas de estar, super "Extreme Makeover". Eu, particularmente, tenho minhas rixas com esse tipo de recurso, mas serviu muito bem no filme, não só aproximando o espectador daquelas gentes, como também revelando a distância entre elas e os militares.
No mais - e aí traçando um paralelo com outro filme de guerra um pouco mais badalado - temos a cena na cozinha, na qual Montgomery trava um dos principais diálogos com uma personagem. Nas palavras deles acabam dizendo exatamente a mesma coisa que "Guerra ao Terror", da Bigelow: como a guerra vicia, como ela muda as pessoas e como destrói milhões de vidas. (Gosto de acreditar que essa onda de filmes guerra-trauma-destruição-caos são um reflexo do que o povo americano sente em relação aos conflitos mundiais envolvendo sua nação, ma né. Sou uma otimista).
No mais, tem a ótima atuação do Ben Foster (A-DO-REI a cena do telefonema/carta); o sempre com cara de louco-assassino-por-natureza Woody Harrelson, verygood; e, só pra não fugir do costume, um final bem meia-boca, nhé.

Obs: eu tinha planejado começar isso aqui com uma frase genial (modéstia parte), mas acabei esquecendo de fazê-lo. Por isso vou terminar com ela.

Em outro momento eu classificaria "O Mensageiro" como um drama pesado. Acontece que depois de assistir "A Fita Branca" vai ser bem difícil usar esse adjetivo com qualquer outro filme. Fica então que "O Mensageiro" é denso, mas não é capaz de afundar ninguém.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Guerra ao Terror

(The Hurt Locker, de Kathryn Bigelow)

Fato: não me emocionou. Isso já é motivo suficiente pra que eu destaque todos os pontos negativos de um filme e deixe de lado as coisinhas boas. Digamos que, não é só o fato de não ter emocionado, exatamente. É que não ficou martelando na minha cabeça durante dias. Não vai ficar guardado na minha memória por décadas - ou por meses, whatever. Eu li por aí que o filme é muito bem feito, e a fotografia é ótima, e a montagem é ótima e a direção é ótima e firme. Ok. O filme deve ter todos esses atributos positivos, mas, é isso. É um ótimo filme, muito bem feito, como tem tantos outros por aí. Tá. Chega de chinelear, vamos aos detalhes filosóficos.
Primeiro, "Guerra ao Terror", o título e duas observações. Como aqueles mais entendidos de inglês já repararam, mais uma vez a tradução ---. Infelizmente, gastei toda minha habilidade de xingar traduções que mudam o sentido do filme com "Up In the Air" (e o seu glorioso "Amor Sem Escalas" ¬¬) portanto vou simplesmente ignorar esse fato. Então. "The Hurt Locker" centra sua história nesse grupo de soldados (?) no Iraque cuja função é desarmar bombas. O estranho disso tudo é que ele é um filme de guerra. Não do mesmo jeito que aquele do soldado ryan, o do rambo ou "Platoon" (de Oliver Stone, sobre a guerra do Vietnã). "Guerra ao Terror" - e o título em português dá espaço pra filosofar sobre isso, azarodevcs,leitores -, é um filme de guerra à la sec XXI. Sem... ação. Sem contato. É uma guerra de homens contra bombas, de homens com bombas, de robôs e de (mais) bombas. Não tem os tanques avançando em cima dos soldadinhos, não tem guerreiros camuflados entre as folhagens. E o filme retrata isso muito bem. A tensão silenciosa do início ao fim, o risco iminente de morte - não pela metralhadora de um soldado inimigo, mas pelas próprias mãos, ao cortar o fio errado ao desarmar um explosivo -, a paranóia constante em relação a tudo e todos. A "Guerra ao Terror" que a gente vê ali é, parafraseando o Ghuyer, um reality show da guerra no Iraque, tamanha é a verossimilhança do que aparece em tela.
Também acho válido mencionar minha ótima percepção/comparação em relação aos temas que "Guerra ao Terror" e "Avatar" tratam. Assim, é o tipo de coisa que a gente estuda na aula de Atualidades. É o que sai no jornal. Quem assiste BBC (inútil) sabe que o tempo todo passa notícias sobre os soldados no O. Médio. O tempo TODO. Quem tá um pouquinho ligado, ficou sabendo da Conferência do Clima, o aquecimento global, o derretimento do permafrost, o fim do mundo. E aí a gente tem que os dois filmes mais cotados pra ganhar o Oscar de 2010 não são sobre um assassino com penteado feio ou sobre um garoto indiano e o destino. São sobre temas, digamos assim, mais globais. Aliás, são sobre temas (a ameaça ao meio ambiente e os conflitos no oriente médio) nos quais os EUA não tem a cara muito limpa e que atingem os norte-americanos e a entidade USA muito, muito diretamente.
...
Voltando ao "The Hurt Locker". Três comentários. A primeira cena do filme é PER-FEI-TA. É super tensa, e aquele lance do robô, e a agonia, e -porra- A TOMADA DA AREIA! Tipo: foda. Vale a pena ver o filme, nem que sejá só por essa cena.
Depois, a frase que inicia o filme. Não poderia ser melhor escolhida. "The rush of battle is often a potent and lethal addiction, for war is a drug" (O calor da batalha é frequentemente um vício
potente e letal, pois a guerra é uma droga). Essa frase simplesmente é o filme - ou, pelo menos, a alma dele, se filmes tivessem alma o_o'. E aí tem o final. *-* Pra quem não viu, um pouco de cuidado aqui, ok? Tipo, vão embora, não leiam. O final é a ilustração perfeita daquilo que o filme realmente é. Daquilo que a guerra realmente é. Como nosso Hurt Locker disse: com certa idade só sobram uma ou duas coisas que realmente se ama. Às vezes é só uma. Fica então aquele choque, aquela porrada no estômago depois da última cena. Digamos que, se alguma coisa de "Guerra ao Terror" ficar guardada na minha cabeçona por alguns meses - ou algumas décadas - vai ser o final.

"The Hurt Locker" foi indicado ao Oscar em: Melhor Filme, Melhor Diretor (Kathryn Bigelow), Melhor Ator (Jeremy Renner), Melhor Roteiro Original, Melhor Montagem, Melhor Fotografia, Melhor Trilha Sonora, Mixagem de Som e Edição de Som.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Bastardos Inglórios

(Inglorious Basterds, de Quentin Tarantino)

Para ler a crítica do Pedro clique aqui.

Quem conhece um pouquinho do Tarantino e ouve dizer que ele vai lançar um filme "sobre a 2ª Guerra Mundial" já sabe que não vai ser nada parecido com qualquer outro filme já feito sobre esse tema. Ele é, provavelmente, o cara mais criativo e original que transita pelos tapetes vermelhos hoje em dia, e "Bastardos Inglórios" é exatamente o reflexo dessa mistura tão... excêntrica entre Quentin Tarantino e Hollywood.
Para aqueles que não estão habituados ao nome do diretor, ele é a cabeçona por trás do famosinho-cultuado-pseudo-intelectual "Pulp Fiction", com a Uma Thurman, o John Travolta e o Samuel L. Jackson. Trazendo o nome dele mais pro presente, Tarantino é também diretor de "Kill Bill (Vol. 1 e 2)" também com a Uma Thurman. Diferentemente do que acontece com outros diretores, como o Steven Sipelberg, por exemplo, que têm suas produções sempre ligadas ao nome de Hollywood e são em grande parte consagradas como os mega filmes dessa indústria, o Tarantino é o cara cujo primeiro filme se passa dentro de um depósito (?), onde um grupo de homens de terno se reúne após um assalto a banco que não deu bem certo. E então comparamos esse "Cães de Aluguel" com o último "Bastardos Inglórios" e da pra ver quanta coisa mudou. Se antes tínhamos um cara muito criativo - e, vamlá, completamente perturbado, louco e psicótico - dirigindo um filme de baixo orçamento, com atores pouco conhecidos e cenários quase inexistentes, o Quentin Tarantino de "Bastardos Inglórios" é tão grandioso quanto Hollywood (e talvez até um pouquinho mais). O Tarantino de agora dirige um dos nossos melhores atores vivos (o Brad Pitt, sim u.u) em uma produção linda e gigante e ultra-gloriosa. Ele mostrou que, não só continua sendo o diretor dos diálogos geniais, do ultra-violence mais divertido e bem feito ever, o que faz milagres com um orçamento de 50 dólares, como agora é também o diretor que sabe pegar o que Hollywood tem a oferecer de melhor - o dinheirocofcof - e dirigir um baita filme, com todos aqueles cenários magníficos, e todas as cores, e todas as roupas, e todos os efeitos, e a fotografia, e cada mínimo detalhes, e os atores e e... tudo, enfim, tudo continua sendo perfeito. E, óbvio, tudo continua com a cara do Tarantino.
Quentin Tarantino paz-e-amor. oi?

"Bastardos Inglórios" é isso. É o diretor meio trash e meio louco que ficou gigante e fez uma ultra-blaster-produção sem perder nem por um segundo o estilo sanguinário e negro do início. Deixando de lado toda a magnitude de "Inglorious", vale citar uma das características do Tarantino tão marcantes quanto o sangue e os "fucks": a música. Como não poderia deixar de ser, além do impecável. A trilha sonora é mais do que perfeita. Desde a primeira cena, quando temos uma casinha no meio do campo e o iniciozinho de "Pour Elise" tocando e te deixando nervoso com aquela sensação de "aideus,oqueseráquevaiaconteceragora?" até a última - que eu não vou contar pra não estragar a surpresa - os sons são perfeitos e estão realmente ali. São tão marcantes e perceptíveis quanto cada cena, cada personagem.
O que aconteceu em algumas cenas - e certo que foi só impressão minha e tanto faz - foi que os diálogos ficaram meio... cansativos. A grande parte do filme entre um momento de tensão e outro acaba ficando meio maçante, seiláporque. Tem uma ou outra piada engraçada, situações divertidas e inusitadas, mas nada que realmente prenda a atenção de quem assiste. A cena do jogo de cartas, por exemplo. Ela é tão comprida que chega a cansar, dá aquela vontade de "puxa, termina isso logo duma vez que eu quero o filme". Mas quando chega no final e os créditos sobem, essa sensação desaparece, e toda a atenção está voltada pro filme como um todo e pra glória-mór.
Nesse mesmo blog lá de cima eu li um outro comentário sobre "Bastardos Inglórios" - que foi indicado ao Oscar em 8 categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Original, Melhor Ator Coadjuvante (Christoph Waltz), Melhor Fotografia, Melhor Edição/Montagem, Melhor Edição de Som, Mixagem de Som. O comentário era "Hollywood ainda não está preparada para Tarantino". E é verdade. Ele disputa, por exemplo, Melhor Filme ao lado de "Guerra ao Terror" - que é ótimo, mas que é tão comum, e guerra, e soldados, e silêncio - que fica pequenininho ao lado de "Bastardos", mas que, entretanto, está sendo muito mais aclamado e apostado que o filme do Tarantino. Não só Hollywood não está pronta pro cabeçudo-louco como muita gente aqui de fora. Minha mãe, por exemplo, achou o filme chato e sem sentido. E acho que é isso que acaba acontecendo com muita gente ainda. "Bastardos Inglórios" corre o risco de virar, do ponto de vista de várias pessoas, um filme chato e sem sentido, com personagens que falam três línguas diferentes, que não se entende nada, e que o Brad Pitt mata nazistas. É claro, pra esses casos, sempre teremos "Invictus" e, por que não?, "Avatar". Faz parte. Ter milhões de filmes diferentes, cada um em um estilo, cada um com sua originalidade - e alguns sem, todas essas possibilidades fazem parte e são completamente séc. XXI. E aí sempre tem um cretino pra perguntar qual dos filmes é o seu preferido. Como se desse pra escolher entre "Avatar", "Bastardos Inglórios" e "Up!" como quem escolhe enntre três sabores de pizza. Não dá. Pelo menos, não pra mim. Esse tipo de coisa difícil é bom deixar pra Hollywood fazer.

A Fita Branca

(Das Weisse Band, de Michael Haneke)

Com todo esse lance de cinema, arte, cult, etc. decidi que já era mais do que o momento de expandir meus horizontes críticos em relação aos filmes que eu assisto u.u'. É claro que nem todos os filmes são perfeitos e maravilhos e uou como, por exemplo, "Avatar", mas o fato é que cada produção é única e deve ser apreciada e pensada de um jeito diferente. Com isso em mente - e inaugurando essa nova fase, hehe - decidi falar um pouco sobre "A Fita Branca", indicado ao Oscar nas categorias de Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Fotografia.
Desde o início do filme - o ínicio mesmo, quando aparece o logotipo da distribuidora "Imovision" - a gente já fica sabendo que ele vai ser um tanto quanto quieto - e todo mundo que me conhece um pouquinho sabe dos meus probleminhas com filmes quietos e lentos e parados e cults-demais. Pois bem, "A Fita Branca" é tudo isso junto e bastante. E mesmo assim, o filme é bom. Acho que vale dizer que o filme é muito bom. Obviamente, não é nenhum "Transformers" mas, do seu jeito, é um ótimo filme.
A sinopse é mais ou menos assim: uma aldeia no interior da Alemanha por volta de 1913 (logo antes da 1ª Guerra, para aqueles que nãosabemelogonãomerecemviver). Um grupo de crianças e suas famílias. O professor do coral, narrando. Então, eventos estranhos começam a acontecer envolvendo a vida dos habitantes dessa comunidade rural alemã, motivo que traz até o espectador detalhes dos acontecimentos íntimos de cada um desses núcleos familiares. Temos os mentores de cada familia (o médico, o pastor...) e seus comportamentos expostos na tela: de um lado, a rigidez, a moral, a "fita branca" pregada e cobrada incessantemente dos filhos e filhas; do outro, o que existe por trás de uma máscara de hipocrisia e falsos argumentos.
O mais interessante e admirável é como todas essas relações são transmitidas ao público sem o menor esforço (e sem a aparente intenção do narrador de fazê-lo). As imagens e as próprias falas do personagens dão conta de fazer o espectador sair da sessão tendo entendido tudo aquilo que o filme, de fato, tem a intenção de mostrar. A presença de um narrador, se fosse usada de um jeito amador (saca só, eu falando de amadorismo haha) ou, pior ainda, se fosse usada com a ideia de um público incapacitado para compreender o enredo, teria sido ridícula: teríamos um personagem discursando e filosofando sobre os assuntos. Thankgod, não é isso que acontece em "A Fita Branca". O personagem em contato direto com o pessoal daqui, serve apenas para nos deixar a par de fatos relevantes que não "aparecem" no filme, fatos anteriores ao início da narrativa ou que quebrariam a sequencia lógica de acontecimentos. Esse mesmo personagem, contudo, quando aparece em cena, é o que mais se aproxima da "consciência" do filme. É ele que argumenta e planta na cabeça de quem está assistindo a dúvida que fica nos rodeando mesmo após sairmos da sala de cinema.
Tecnicamente (e como eu não entendo lhufas de coisas técnicas) a falta de uma trilha sonora deve ser compreendida ao contrário. Quer dizer: a trilha sonora do filmé é o silêncio. O "nada", a ausência de música faz parte de toda a produção. Não é aquele silêncio de "ohfuck, alguém esqueceu de fazer um soundtrack", pelo contrário, é o silêncio proposital, que incomoda mesmo, que chama a atenção pra cada ruído, que angustia. Esse vazio sonoro faz parte de uma das sensações mais marcantes de "A Fita Branca", o choque, a pontada nos sentidos humanos, a provocação que te faz olhar com cara de nojo para a tela, que torna alguns momentos insuportáveis. Primordialmente, entretanto, o choque de "A Fita Branca" vem na medida exata: ele é forte o suficiente para que não seja esquecível, mas não é tão exagerado que estrague o filme ou que cause um asco tão grande no espectador a ponto dele desgostar do que vê (como acontece, por exemplo, no polêmico "Anticristo" de Lars Von Trier). Não vai ser surpresa e, confesso, eu não vou achar ruim se ganhar o Oscar de Filme Estrangeiro (embora eu não tenha moral alguma pra falar isso, já que não vi nenhum outro filme que está concorrendo).

Agora, tirando um momento pra Lucy filosofar.
Primeiro, eu queria falar sobre esse lance de um filme em preto-e-branco sendo indicado como Melhor Fotografia. Fico me perguntando um pouquinho sobre tudo isso. Será que no meio de tanta "tecnologia" aliada à produção de filmes (vide Avatar), as técnicas cada vez mais modernas de filmagens, efeitos especiais, captar da paisagem todas seus detalhes, nas mínimas cores, será que o excesso de tudo isso não leva o ser humano à buscar pela beleza no primordial? Na raiz? No que é limpo, claro, básico? Será que quando todas as mulheres andarem maquiadas ao extremo, com sombras, brilhos e pinturas coloridas por toda a face, o belo voltará a ser um rosto limpo? Sem desenho algum? Engraçado imaginar que, quanto mais avançamos em direção ao novo, ao científico, ao virtual, mais buscamos nos agarrar àquilo que é real, concreto, básico, enfim, black&white. Talvez o homem quando inundado por todos os lados com cores demais, efeitos demais, detalhes demais, seja acometido por essa necessidade de contemplar durante quase três horas a antítese, aquilo que houver de menos rebuscado possível como, por exemplo, um filme sem nenhum efeito especial, sem cores, sem detalhes, sem seres bioluminescentes planando ao redor de humanóides coloridos em 376 tons diferentes de azul. E é magnifíco como essas duas produções tão diferentes encontram espaço do mesmo jeito, lado a lado.

Em segundo lugar, citando o GuiaHagah para concluir: ["A Fita Branca" é] um ensaio sobre o surgimento do terrorismo - no caso, da sociedade que depois abraçaria o nazismo de Hitler. Confesso que me perguntei bastante se deveria ou não incluir essa frase aqui e achei que o melhor seria deixá-la. Eu a li antes mesmo de ir ver o filme, e confesso que só a compreendi plenamente quando voltei da sessão e peguei o jornal novamente.

Fica que é um desses filmes que a) quem é metido a cult; b) quem tá nas expectativas pro Oscar; c) quem curte fumar umas e ficar filosofando; enfim, qualquer um que tenha a mente mais aberta para além de robôs gigantes e vampiros homossexuais deve assistir, pensar e apreciar. (Nem que seja só pelo prazer de entender a origem do título. hehe. fiquem na curiosidade).

;)

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Up! - Altas Aventuras

(Up, de Pete Docter)
Do mesmo diretor que fez o lindinho "Monstros S.A.", "Up!" surpreende qualquer um que tenha ido ver o filme sem indicações ou demais comentários anteriores. O fato de ser uma animação espanta muitas pessoas da sala de cinema (eu fui uma dessas,confesso) que preferem assistir na telona os grandes sucessos de bilheteria, filmes de ação ou qualquer outra coisa que não um "desenho animado". Acontece que "Altas Aventuras" não é simplesmente uma animação. É um filme de verdade. [hehe,naomediga] E é um filme lindo como poucos têm sido.
Alguns classificariam "Up" como dentro dessa linha de animações que tem sido feitas muito mais para os pais do que exatamente para as crianças. Como precursor (euacho) temos "Shrek", que além de ser um bom passatempo para espectadores de [quase] qualquer idade, ainda conta com piadinhas e referências que só aqueles mais vividos entendem. Embora o filme do ogro-verde-mais-sexye-e-desejado-do-mundo seja ótimo,  não acredito que pode ser posto lado a lado com "Up!". Se alguma comparação tivesse que ser feita, seria com "Wall-E" e toda a sensibilidade e emoção que ele transmite. No entanto, a comédia está mais presente em "Up", além do filme ser mais rapidinho do que o longa dos robozinhos.
Deixando as comparações de lado, vale elogiar os ótimos produtores da Disney/Pixar. Os desenhos e toda a produção são tão lindos quanto a história que se propõem a retratar. "Up" consegue ser colorido, moderno e belo, sem cair no exagero e sem ser "infantilizado". Tenho que confessar que a história e as imagens me cativaram tanto, que não prestei atenção nem por um segundo na trilha sonora. (Depois que descobri as 2 indicações ao Oscar envolvendo a musicalidade do filme, tratei de fazer o download, só pra concluir que o som realmente estava lá, deixando a história ainda mais completa e divertida).
Filosofando um pouco, "Up!" [além de emocionar qualquer pessoa que tenha sentimentos u.u] traz à tona, de um modo criativo e, por que não, imaginário - que envolve uma casa voadora, um paraíso ecológico misterioso e balões, - questões extremamente reais. "Up!" não é apenas uma animação engraçadinha sobre um velhinho e um garoto gordinho explorando a América do Sul. Ele é sobre saudade, sobre companheirismo, sobre amar alguém por toda a vida; é também sobre força, sobre arrependimento e, principalmente, "Up!" é um filme sobre recomeços. Todo mundo deveria assistir com o coração (pelo menos um pouquinho) aberto.

Up! - Altas Aventuras foi indicado ao Oscar em 5 categorias: Melhor Filme, Melhor Roteiro Original, Melhor Animação Longa-Metragem, Melhor Trilha Sonora Original Melhor Edição de Som.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Invictus

(de Clint Eastwood)
"Invictus" é um baita filme e, por isso, tem tudo aquilo que um filme tem que ter pra ser um um baita filme: tem uma história grandiosa, bons -e famosos- atores, um diretor prestigiado, ação, cenas ÓÓÓ, câmera lenta e diálogos que soem como imponentes. A história, à primeira vista, tem um quê de política; tem um Nelson Mandela recém eleito presidente, uma África do Sul pós-apartheid, um time de futebol (er... rugby) com apenas um jogador negro, e uma população cheia de contrastes e dilemas. Acontece que "Invictus" não é um filme sobre política. Na verdade, toda essa conjuntura serve apenas de pano de fundo para que o centro do filme seja... rugby. Nada contra os fãs dessa modalidade (de filme, não do esporte), mas é meio triste que uma ideia tão boa e, sim, inovadora tenha sido desperdiçada assim, como cenário para um jogo de futebol.
Mandela foi um homem admirável, um líder incontestável e seria muito, muito bom que algumas de suas lições fossem relembradas na atual situação "mundial" em que vivemos. Infelizmente, toda a sabedoria e todas as coisas importantes e relevantes que poderiam ter sido usadas foram esquecidas, passam quase imperceptíveis diante dos 7 minutos decisivos da partida de rugby. A parte "nova" e "diferente" dessa história se resume a uma das falas de François (interpretado por Matt Damon), quando ele diz algo como: "não entendo como um homem pode passar 30 anos em uma prisão e sair de lá pronto para perdoar quem o pôs lá dentro". E depois dessa rápida pausa para filosofia e pensamento, retornamos ao campo com os camisas verde e ouro para [mais] uma semi-final.
Aí vai vir um que diz "ah, mas essa era a proposta do filme... filme de esporte é assim". Ok. Filme de esporte é assim. E acho que eu sou assim também, com muita esperança e muitas apostas. Eu jamais iria ao cinema ver um filme de esporte. Mas aí tem o Morgan Freeman - o maravilhoso Morgan Freeman interpretando um maravilhoso ícone político - e tem o Clint Eastwood e toda a genialidade dele como diretor e, logo em seguida, tem todo o meu arrependimento de não ter visto "Menina de Ouro" no cinema - afinal de contas, "Menina de Ouro" era para ser um filme de BOX! BOX! Quando que a Lucy iria ao cinema ver um filme de ... BOX?! - e depois de duas horas o que resta é a imensa decepção, o entendimento do porquê "Invictus" não foi indicado a nenhum dos 2 principais Oscares e a tristeza de ver uma história que tinha tudo pra dar certo cair no clichê Sessão da Tarde de dramalhões-com-algum-tipo-de-esporte-com-time-ruim-que-surpreendem-a-todos-e-vencem-no-final. Ops.

"Invictus" foi indicado para o Oscar nas categorias: Melhor Ator (Morgan Freeman) e Melhor Ator Coadjuvante (Matt Damon).

obs: tá, vamlá gente, o filme não é tão ruim e desastroso que nem eu pintei. xD Ele até é bem bom/emocionante/divertido. Só não se deixem iludir. E, se possível, assistam em um daqueles dias que a entrada não é tããão cara.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Amor Sem Escalas

(Up In The Air, de Jason Reitman)
 Embora não seja exatamente "culpa do filme", acho digno extravasar logo no início meu total, completo e exagerado desgosto e ódio em relação ao título em português. QUEPORRAÉESSA??? Essa gente tem merda na cabeça???? sério. LA-MEN-TÁ-VEL. MUITO LAMENTÁVEL. tipoassim, poxa, não tem NADA a ver com o filme. "Up In The Air" definitivamente não é uma comédia romântica, coisa que fica subentendida no triste "Amor Sem Escalas". Segundo que... que... não, é só isso. Tanto faz, é triste igual. E, como já era de se esperar, as legendas não ficaram muito atrás, cheias de erros e defeitinhos e piadinhas mal traduzidas. Enfim, coisas que a gente perde inevitavelmente :/. Agora, ao filme.
Confesso que eu tive que vê-lo 2 vezes pra gostar bastantinho. Na primeira vez, achei um tanto quanto sem sentido,ok. Mas, olhando melhor e não tão criticamente, o filme é muito bom mesmo. O George Clooney tá ótimo, fazendo aquele garanhão-com-sorriso-sacana; a Anna Kendrick, a "estagiária" no caso, tá óóótima demaaaais, tipo, AtrizRevelação - ela é a amiga da Bella, em Lua Nova/Crepúsculo ♥, onde, aliás, insere as partes engraçadas ao filme -; e a Vera Farmiga também foi muito elogiada (embora eu nao tenha visto ela fazer nada de espetacular ;x me matem).
Não vou falar nada sobre o enredo dele aqui pra, enfim, deixar na curiosidade, maaaaas, como eu sou muito boazinha e como um amigo meu passou meses falando pra mim do trailer de "Up In The Air" anexo ele aqui embaixo pra quem tiver interesse.


Afinal, "Up In The Air" acaba sendo uma Comédia Dramática (se alguém necessita desesperadamente de um gênero), com piadas mascaradas entre uma e outra fala, referências divertidas e óóótimos diálogos. Num mar de tantos filmes "batidos", ele inova, é diferente e é... sutil. Digo, tem cenas lindaaaaaaas! Prestem atenção na cena da dança ok? E nas músicas! Muito, muito, muito boas e tão... óóouin! [me lembrou , bem pouquinho, a trilha sonora de Elizabethtown].
Apontei aqui o fato de o filme NÃO ser convencional como uma qualidade - mas, vemcá, isso na minha opinião, óbvio. Pra muita gente, isso acaba deixando o filme chato, sem sentido ou... "não achei tudo isso". Mas aí vai do gosto e da opinião de cada um. Do mesmo jeito que Juno (outro filme desse diretor), "Up In The Air" não cansa. Dá pra ver várias vezes, rever quando estiver passando na televisão - mesmo que não seja desde o início - e, mesmo assim, ele vai ser engraçado e (em alguns momentos) bonitinho. Vale ressaltar que não é uma comédia romântica, okaaay? Quem quer ver casaisinhos bonitinhos e briguinhas e criscris, tem aí no DVD "A Verdade Nua e Crua"- que eu não assisti, mas que todo mundo diz ser super engraçado.
No mais, ele foi indicado para o Oscar nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Ator (George Clooney), Melhor Atriz Coadjuvante (Vera Farmiga) e Melhor Atriz Coadjuvante -sim!denovo! :O- (Anna Kendrick). A respeito disso, embora o filme seja muito bom, noway de ser o Melhor Filme (aliás, vou tentar explicar um dia o quanto "Filme" um filme pode ser, como uma escala, sim? Não tem a ver com qualidade nem com nada do tipo, mas digamos que "Up In The Air" é muito menos filme que, por exemplo, "Invictus"  - e,vejasó, é muito melhor também. Duvido que alguém tenha entendido isso. Só ignorem.). Também não me agrada a ideia de um George Clooney ganhando Melhor Ator, já que ele só estava fazendo o papel de... ahm... George Clooney (impecável e ótimo e muito engraçado, mas, sei lá, eu esperava que o ganhador tivesse feito algo mais ... desafiador. Algo do tipo "ah, eu tive que engordar 300 kilos em músculos, usar uma peruca e virar lobo" hehe). Por outro lado, a Anna baby Kendrick tava muito engraçada e surpreendente e MelhorAtrizCoadjuvante, maseiláminhagente. Falando do lance do "Roteiro Adaptado", poxa, fiquei triste, tá? Fiquei triste que, aparentemente, não existe espaço pra filmes bons com roteiros originais, que tudo que podia ter sido inventado já foi e que um dos filmes mais originais e "inovadores" desse Oscar é... ADAPTADO! poxa :/ desilusão. *Quentin Tarantino não serve de argumento porque... bem, é o Tarantino* No mais, "Up In The Air" vale muito a pena, ver E rever, quando possível.

Oscar 2010


Visto que a lista de indicados ao Oscar desse ano saiu há alguns dias e que a premiação vai ser dia 7 de Março, a ideia é que nos próximos posts do blog sejam analisados alguns indicados ao prêmio. As listinhas e as apostas eu vou deixar pros parceiros ali na direita ^^